Europeus são programados geneticamente para consumir mais álcool e gordura, diz estudo

21/07/2011 11:54

Regulador de apetite teria sido importante para a sobrevivência de antigos habitantes do continente.

O consumo de cerveja teria sido importante para a sobrevivencia dos antigos europeus (Foto: BBC)
O consumo de cerveja teria sido importante para a sobrevivencia dos antigos europeus (Foto: BBC)

 

Descendentes de europeus podem ser programados geneticamente para consumir mais comidas gordurosas e álcool do que pessoas originárias de outras partes do mundo, segundo estudo feito na universidade escocesa de Aberdeen. Cientistas afirmam que um tipo de interruptor, ou DNA que ativa e desativa o gene galanina dentro das células, regula a sede e o apetite.

"O interruptor controla áreas do cérebro que nos permite selecionar comidas que gostaríamos de comer e, se ele está ligado com intensidade, temos chances maiores de querer comer comidas mais gordurosas e álcool", disse à BBC Alasdair MacKenzie, responsável pela pesquisa.

"O fato de que o interruptor mais fraco é encontrado com frequência maior nos asiáticos, em comparação com os europeus, sugere que eles teriam inclinação menor de selecionar estas opções".

Sobrevivência
O cientista afirma que "é possível que durante o inverno os indivíduos com o interruptor mais fraco não sobrevivessem tão bem na Europa como os que tinham o dispositivo mais forte e, como resultado, as pessoas no Ocidente teriam evoluído favorecendo uma dieta mais rica em gordura e álcool".

"Os resultados nos oferecem uma visão da vida dos antigos europeus, quando os laticínios e a cerveja eram fontes de calorias importantes durante os meses de inverno. Desta forma, a preferência por comidas com mais gordura e álcool seria importante para a sobrevivência".

"Os efeitos negativos da gordura e do álcool que vemos hoje não teriam importado tanto na época, quando a expectativa de vida variava entre 30 e 40 anos". O estudo também relacionou o gene com a depressão.

"A galanina também é produzida em uma área do cérebro chamada amígdala cerebelosa que controla o medo e a ansiedade. Portanto, níveis variáveis de galanina na amígdala afetam o estado emocional do indivíduo". "Curiosamente, o interruptor também estava ativo na amígdala", diz ele.

O estudo está sendo divulgado na publicação científica "Journal of Neuropsychopharmocology".

 

 

Fonte: http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2011/07/europeus-sao-programados-geneticamente-para-consumir-mais-alcool-e-gordura-diz-estudo.html